2006
08.30

vvvv

O vvvv merece o slogan que tem: a multiporpouse toolkit. A princípio é uma ferramenta para produção e processamento vídeo em tempo real. Mas passando algum tempo com ele vc começa a perceber que vai mais além. Ele trabalha também com áudio, animações em 3d, internet, interage com elementos externos como intefaces midi, painéis de luz, motores…. e tudo com uma interface de programação visual onde vc programa distribuindo e interligando blocos que representam funções e valores. É uma abordagem muito diferente da programação por linha de código, permite organizar o programa por uma lógica mais espacial e não-linear, e te dá sempre uma visão geral de tudo o que está acontecendo.

Ele permite ainda manusear totalmente o programa que vc está construindo em runtime, quer dizer, construir e editar vendo o resultado em tempo real. Por isso ele está sendo usado por alguns vjs e pessoas que trabalham com live images.

O vvvv é um projeto do pessoal da meso, e é similar a programas como o max/msp, com a vantagem de ser um software livre (para uso não comercial). Por isso mesmo está em constante evolução, com a intensa colaboração da comunidade de usários que constróem uma documentação cada vez mais completa sobre ele através do wiki, forum, blogs e outros meios disponíveis no site.

Eu estou tendo minhas primeiras experiências com ele. Não foi difícil me ambientar no modo visual de programar, pelo contrário, está sendo bem divertido. Mas o volume de possibilidades que ele oferece chega a desnortear, acho que ainda vou precisar de um tempo pra conhecer melhor suas funções.

Vale a pena dar uma olhada na galeria, também alimetada pela comunidade, e nos trampos desse cara.

2006
08.28

“O ICOX é um software livre para gerenciar comunidades virtuais, que pretende ajudar os profissionais de informação, comunicação e conhecimento na implantação de projetos. Visa, portanto, a troca de experiências de pessoas, permitindo, assim, o desenvolvimento de uma inteligência coletiva capaz de potencializar as novas ferramentas interativas da sociedade do conhecimento.”

Ele foi lançado esses dias com direito a manifesto daqueles bem revolucionários, beirando o estilo bullshitr… Sensacionalismo a parte, a iniciativa é muito bem vinda, deve facilitar o surgimento de um maior número de sites de colaboração e relacionamento.

Conheça, e use: ICOX – Gerenciador de Inteligêcia Coletiva

2006
08.24

Fique rico com a internet!!!

Quer ficar rico? Crie uma empresa web2.0 e venda pro Yahoo!.

É muito fácil. Primeiro vc precisa de uma idéia, se não quiser pensar nisso esse site te ajuda. Depois crie o logo, o site e um monte de blablablá personalizado. Pronto, vc está preparado para a revolução!

2006
08.24

topic flowersTopic flower um aplicativo online (java) que cria flores a partir de textos, criado por neoformix, que tem uma série de outros trabalhos bacanas sobre visualização de dados.
As flores não são lá muito bonitas, mas o interesante é que ele consegue interpretar (quase) qualquer texto que você digitar ali. Ele identifica as palavras chave do texto e as classifica em tópicos predeterminados, as pétalas são desenhadas de acordo com esses parâmetros.

2006
08.23

Já existe por aí alguns muitos estudos e alguns projetos concretos sobre reconhecimento de voz. Mas aparentemente nada muito estável.

A Intel está com grandes estudos a respeito e inclusive publicou seu software em versão beta com código aberto no sourceforge.net, a IBM deve fazer o mesmo. O que é bom sinal, tecnologias vindas de iniciativas open source costumam resultar em produtos bem mais acessíveis. Por agora existem produtos comerciais meio obscuros, como esse, esse, e alguns outros por aí. Mas as pesquisas com melhor resultado são as que cruzam reconhecimento de voz com leitura labial através de visão computacional.

O W3C definiu uma estrutura padrão para o VoiceXML. Um jeito de armazenar dados a partir de fala e diálogos e formatá-los para que seja possível qualquer tipo de operação semântica aplicável a textos comuns. Isso já vem sendo usado há alguma tempo em serviços como atendimento por telefone.

O que acho interessante é observar como a tecnologia vem finalmente se aproximando de interfaces mais apropriadas para o homem. É cruel que ainda precisemos colocar nossos corpos em funções das máquinas. E também perceber como é sempre a indústria que dá o rumo a seguir. Grandes ferramentas são desenvovidas mas sempre com o mesmo propósito medíocre, aumentar o consumo de produtos descartáveis.

Gostaria de ver projetos de arte se aproveitando dessa tecnologia emergente pra levantar questões sobre nosso relacionamento com as ferramenas que construímos e com toda a informação desconexa que a humanidade produz. Existem algumas coisas bacanas, como o messa di voce, que brincam com o som da voz, mas não chegam a coompreender palavras. Só jogando com possibilidades semânticas um trabalho poderia permitir a interação direta com informações e construção de significado.

2006
08.14

File 2006

2006
08.13

O que vc acha dessa foto? Bonita, feia, boa, ruim, legal, sem graça…. Sim, sua opinião ainda conta, mesmo em tempos de coletivismo.

A história é que essa imagem foi publicada anonimamente no grupo DeleteMe! do Flickr. Lá cada um dos mais de 3000 participantes pode votar em salvar ou deletar as imagens publicadas. A brincadeira é deixar que a coletividade crie uma seleção de imagens que valem a pena serem salvas. O resultado foi que a foto acima, de niguém menos que Henri Cartier-Bresson, não passou no crivo da inteligência coletiva. Foi deletada porque, entre outras críticas, “ficou borrada”. Por essas e outras que muita gente anda meio cabrera sobre o assunto.

Jaron Lanier é dos mais bem articulados, em DIGITAL MAOISM: The Hazards of the New Online Collectivism ele debocha dos que acreditam que a inteligência coletiva, gerada por algorítimos sem inteferência humana direta, pode superar a individual.

“Collectives can be just as stupid as any individual, and in important cases, stupider. The interesting question is whether it’s possible to map out where the one is smarter than the many.”
(…)The beauty of the Internet is that it connects people. The value is in the other people. If we start to believe the Internet itself is an entity that has something to say, we’re devaluing those people and making ourselves into idiots.
“

Um dos argumentos principais é que a mente-muvuca (tradução livre para hive mind, hehehe) se baseia muito mais no buzzing do que na relevância concreta de uma informação pra decidir o que merece destaque. Por isso que em lugares que se baseiam exclusivamente nela para edição de conteúdo vc vai ler sobre o novo recorde mundial de ingestão de sorvete de chocolate e talvez nem fique sabendo sobre assuntos que afetam sua vida diretamente.

Ele dá com exemplo o popurls. Ali podemos ver o máximo do buzz mundial em tempo real, pra seu deslumbre ou decepção…