Fiz esse vídeo como trabalho pra faculdade, e aprovetando o embalo eu e o Tiago estamos fazendo teste de campanha viral em cima dele.
Até agora, com divulgação só pelo meu delicious, ele teve 43 acessos. Estamos publicando links pra ele nos nossos blogs, com tags pro technorati, e otimizando as tags dele no youTube. Logo deve sair uma versão em ingles tb.
O youTube bem que podia ter uma área de estatística pra controle dos acessos… Seria bacana ver o que tem mais influência na divulgação.
A yahoo lançou esses dias o Pipes. Apesar de ter ficado entupido nos primeiros dias agora ele já está funcionando bem.
O Pipes é um serviço que te permite remixar feeds em uma interface visual, com uma série de operações semânticas, como mescla, soma, interseção, filtros, ordenação, tradução, e outras para criar feeds “mais poderosos, úteis e relevantes”.
O surgimento dos Feeds, não faz muito tempo, já nos permitiu distribuir e consumir dados indepentes da sua interface original. É cada vez maior o volume de informação distribuída nesse formato: notícias, blogs, agendas, conteúdo gerado automaticamente, enfim… e em pararelo a isso crescem também as alternativas de programas de manuseio de feeds, até agora limitados a readers ou agregators.
Uma ferramenta como o Pipe nos leva um passo adiante. Podemos fazer operações mais complexas do que simplesmente ler. Operações que ampliam funções cognitivas nossas como identificação de padrões, por exemplo. É a nossa própria inteligência ampliada: uma vez que aprender é fazer conexões entre informações, e o que está sendo oferecido é a possibilidade conectar fontes de informação, encontrar padrões entre dados que vão surgir e fatos que ainda estão por acontecer.
Acho que o lançamento do Pipes é marcante porque é o tipo de ferramenta que alimenta mudanças na nossa forma de consumir informação. Aliás, talvez consumir nem seja mais a palavra.
Dois artigos bacanas sobre como as TVs broadcast estão aderindo a modelos participativos de produção.
Cezar Taurion, na computer world, fala sobre como a produção para mercados de nichos (long tail) está cresecendo em relação a produção no estilo clássico da comunicação de massa, com superstars e produções milionárias.
Tiago Cordeiro, na capa da SuperInteressante, aponta o Lost como grande exemplo dessa tendência. O seriado é campeão de audiencia em todo mundo, e seus fãs não se contentam em acompanhar o programa, sites como o Lostpedia discutem o que acontece, encontram explicações pros mistérios e influenciam os autores na hora escrever o próximo capítulo.
Há mais do que tecnologia por trás dessas mudanças, o que empurra grandes grupos de comunicação a repensar seus modelos de conteúdo é uma nova cultura que desperta no público, consumir já não é o bastante.
Um vídeo bacana sobre a velha discussão: “o q é web 2.0?”
Acho que essa incapacidade de se chegar a um acordo sobre o que é e o que não é web2.0 reflete a forma como ela funciona. Quer dizer, tem tanta gente falando tanto coisa diferente sobre o mesmo assunto que não é mais possível existir uma definição universal. E quando alguém chega perto disso, logo surge alguma novidade que muda o cenário, e aí já é outra coisa, precisa ser repensada.
Uma boa definição pra ela é o termo “web2.0″ na wikipedia, ele sofre várias alterações diárias há anos, e vai continuar assim. Até se transformou em uma categoria. Está mais pra uma discussão do que pra definição.
Ainda é um pouco desconfortável pra mim, que sou da época em que o Aurélio tinha resposta pra tudo. Mas to me acostumando…