Caio Tulio Costa (Brasil Telecom/IG) solta o verbo:
Nós na web não temos maior participação no bolo porque temos sido incompetentes para explicar ao mercado como ela funciona. Pior: temos fracassado em exigir dos sites para os quais carreamos audiência que eles sejam de fato internet, que sejam construídos em uma plataforma amigável e eficiente.
A web não é lugar para transpor catálogos nem para publicar relatórios lindos. Para quem quer fazer negócio, é mídia de inter-relacionamento, de resposta imediata, de venda em pleno vôo, de aferição instantânea. Nisso, nada a supera. O que a entrava é a obtusidade dos convencidos de que site precisa ser bonitinho, repleto de páginas lindas, porém pesadas, demoradas no seu carregamento, despreocupados com a arquitetura de uma rede capaz de crescer exponencialmente quando se respeita a sua maior virtude: a interação.
Zoopa, além de ser a primeira startup ítalo-americana no ramo da publicidade, é uma plataforma pra social advertising. Interessante. E um dos primeiros anunciantes a investir no formato é a Havaianas.
No Podcrer de hoje o Luli Radfahrer lista qualidades que o novo Diretor de Criação precisa ter:
- não ser um geek, ou ser um geek com inteface aberta para ususário comum
- saber formar cases e desenhar cenários (entender de planejamento estratégico);
- trabalhar com múltiplas mídias e saber como integrá-las;
- integrar o on-line com o off-line;
- conhecer a diferença entre viral e guerrilha;
- compreender todos os pequenos elementos que compões a web2.0;
- entender de games;
- entender de arte é o básico.
Ele diz que esse profissional pode ser formado, mas pra isso é preciso acima de tudo quebrar preconceitos,
se o cara do mundo da publicidade não entende o webdesigner, o webdesigner, fechado em flash, não entende o mundo do planejamento estratégico e etc, os dois precisam quebrar o preconceito antes de assumir esse papel.
É essencial estar atualizado, aprender continuamente, correr atrás de ser sempre new media. É preciso ter a percepção dessa mudança constante que está ocorrendo. E isso toma tempo.
Nanika é uma empresa formada pelos mesmos caras da hi-res pra trabalhar com interação homem-máquina de um jeito muito bacana. Ótima maneira de ganhar dinheiro.
Vale a pena ver o Ugly Betty, uma instalação feita pra divulgar um programa de TV. E o showreel pelo menos.
Acho que quem gosta do que faz quer sempre ir mais além, por mais que já tenha feito projetos incríveis, vai sempre procurar um novo desafio.
Zona Incerta é um site que falo sobre Miro, um botânico que trabalhava para a Antarctica na amazônia e sumiu junto com documentos secretos codificados dos anos 30 com a fórmula secreta do Guaraná ou algo assim.
Esse é o mote do místerio que o Desafio GA propõe resolver através de pequenos desfaios e dicas espalhados em vários sites, blogs, fóruns, comunidades no orkut e também revistas e latinhas de refrigerante.
A campanha segue o formato ARG, ou Jogo de Realidade Alterada, = “narrativa interativa que usa o mundo real como plataforma, geralmente envolvendo múltiplas mídias e elementos de jogo, para contar uma história que pode ser afetada pelos participates” (wikipedia)
Campanhas desse tipo chegam a reunir milhares de pessoas participando ativamente da solução de um mistério, Como no caso do The Beast, que promovia o filme Inteligência Artificial do Spielberg e teve cerca de 3 millhões de participantes, segundo seus criadores, a 42 Entertainment hoje especialista en ARG.
um bom site pra se informar sobre o assunto é o unfiction.
O Assignment Zero é uma iniciativa da Wired no campo do jornalismo participativo.
Com um formato bem inteligente, ele une forças entre profissionais e amadores. O site possui editores (profissionais) que editam o conteúdo propondo pautas, guiando discussões, e filtrando o resultado das colaborações. E o público gerando conteúdo freneticamente.
Acho bacana porque na minha opinião o jornalista está perdendo o papel de repórter para a pessoa comum, armada de celular, câmera e sobretudo da cultura de produzir conteúdo. Mas o papel do editor não dá pra ser substituído, propor pautas, selecionar, resgatar, encontrar padrões e relacionar assuntos é a grande colaboração do jornalista nas mídias participativas.
Esses dias Michel Lent, da 10minutos, fez uma palestra no MSN Innovate 2007 em Oslo, sobre o que ele gosta de chamar de Consumer Generated Media, ou mídia participativa, e como isso vem funcionando no Brasil.
Hoje ele disponibilizou o Pdf da sua apresentação, que fala sobre como o brasileiro se comporta na internet e mostra uns cases de CGM da 10′.
A última tela resume o assunto:
If you build, they will come
In 2006, 161 billion gigabytes of information was produced in the world
Trying to come up with new content that will compete against and beat what’s out there is a very ungrateful task
Whenever possible, build and let the user participate
They love to interact, they love to produce, and chances to find valuable content are very high
Welcome to the longtail of advertising :)
O gráfico de Complexidade X Participação também é bacana, leia o PDF.