Eu gosto de ouvir Bestie Boys. E gosto mais ainda de assitir videos deles. E hojeme dei conta de como o acesso a eles é muito mais fácil hoje do que era a alguns anos atrás.
No início, pra ver um video deles eu precisa passar horas, ou até dias, de plantão esperando a Mtv adivinhar meus pensamentos e resolver passar um. Mas provavelmente seria um dos de sempre, os clássicos ou o single do momento.
A banda larga e os P2P de Napsters a torrents, me livraram dessa cruz, eu já podia cada vez mais, entupir o hd com tudo que encontrasse dos caras. Se não fosse o bastante guardar em preciosos cds e dvds.
Mais o que me aconteceu hoje foi mais interessante. Quis assistir um vídeo deles, acho que nem cheguei ao ponto de querer – só pensei em assistir um porque estava vendo outra coisa que me lembrou. Mas onde está aquele dvd com a videografia completa?? putz, sei lá.. não importa. O youTube estava muito mais ao meu alcance do que o dvd, e em alguns segundos estava eu diante da playlist Beastie Boys music videos que instantaniamente tornou o dvd obsoleto. Inclusive porque é mais completa, tnato em novidades quanto em raridades.
É uma sensação boa não depender de coisinhas materiais, e poder ter acesso a cultura independente de tempo e espaço. Em comemoração, um “short list” pessoal:
O youTube podia dar mais atenção às playlists, na interface nova dos vídeo o “Playlists relacionadas” sumiu… E o player fullscreen podia ser mais legal com quem quer ficar longe do mouse por um tempo.
Kevin Kelly (Wired) faz um paralelo entre a inteligência coletiva construída na web e cada mente humana, e chega a uma previsão com cara de ficção científica de que em alguns anos o poder de cálculo da web irá superar o de todos os humanos juntos.
Ele cria uma imagem da tecnologia como uma entidade com vida própria e livre arbítrio, e nos posiciona como pais, responsáveis pelo seu crescimento e ‘educação’ de acordo com nosso padrões.
Estamos próximos do momento em que a criação se torna maior do que a criatura. Essa analogia com a paternidade é uma forma de mostrar que é possível conviver com isso.
A campanha recente do Estadão, depreciando abertamente os blogs, conseguiu uma divulgação incrível na web, só que de bloggers revoltados metendo a boca no trombone contra o jornal.
I’m too sad to tell you é uma coleção de auto-retratos chorando, enviados por centenas de pessoas através do flickr. Mostra o ato de se retratar chorando como uma performance, bem diferente do ato de simplesmente chorar.
Acho incrível a relação entre as pessoas desse grupo, que se comunicam usando somente imagens. A galeria funciona no site justamente para evitar as palavras que podem ser adicionas no flickr.
“A Internet fez com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Em vez disso, (os artistas) se sentam em suas casas e criam seus próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo”, afirmou.
“Estamos falando de coisas que vão mudar o mundo e a forma como as pessoas escutam música e isso não vai ocorrer enquanto continuarem aumentando os blogs na internet”, acrescentou.
Isso foi levantado pelo Datafolha, numa pesquisa encomendada pea F/Nazca, e é só mais boato que to ajudando a espalhar.
É difícil de acreditar porque apresenta uns resultados bem diferentes de outras pesquisas anteriores. Mas por outro lado é fácil de acreditar por que isso seria muito bom, e eles têm bons argumentos pra justificar a discrepância.
Os principais dados:
* 39% da população acima de 16 anos acessa a web;
* desses, 42% publicam conteúdo próprio, na maioria dos caso como forma de se relacionar com amigos (leia-se orkut);
* As classes C, D e E estão cada vez mais presentes;
* 22% acessa a intenet de locais públicos como LAN houses e bibliotecas. É a forma acesso mais utilizada.
Seria legal porque isso indica que a internet está cumprindo sua vocação pra ferramenta de comunicação democrática, já que ela está sendo usada por pessoas de baixa renda que consegue vencer a dificuldade de comprar um computador e dá um jeito de ir numa lan house por acha que é importante se comunicar.
E também levanta um belo 42% de participação contra o mito do 1% que surgiu recentemente.
O grande número de pessoas acessando em locais públicos é o principal argumento pra diferença entres daods mais antigos. O ibope só media o acesso em casa e ambiente de trabalho.
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