2007
10.30

Mike Wesch, o mesmo do The Machine is Us/ing Us, explora nesse vídeo as mudanças no modo como criamos, arquivamos, encontramos e compartilhamos informação, atividades que estão em constante evolução graças a tecnologias como a internet.

O vídeo compara exemplos de inovação que já conhecemos e utilizamos com métodos tradicionais de arquivamento, e a partir desse contraste aponta possibilidades e tendências para um futuro próximo e alimenta a reflexão sobre novas habilidades necessárias para esse novo cenário.

“Informação digital têm diferentes formatos.
Informação digital não possui uma forma material.
Então podemos repensar a informação para além das limitações materiais.”

“A internet vem desfiando nossos pressupostos mais básicos.
Nós aprendemos que talvez não precisemos de hierarquias complexas para encontrar informação.”

“Podemos organizar as informações nós mesmos.
E sem limitações materiais.
3 tags, e a informação está ‘guardada’ em 3 ‘lugares’ ao mesmo tempo.
Sem pastas
sem categorias limitadas
sem categorias limitantes”

2007
10.09

Google Art, or How to Hack Google é uma exibição online de trabalhos rotulados como “Google Art”, com curadoria de Ana Otero para o Rhizome.org, que reune projetos que “iluminam e criticam a influencia dessa instituição”

Reune vários projetos já descritos aqui, e alguns que ainda não conhecia. É interessante por apresentar uma arte que é capaz de se apropriar de uma linguagem em ascenção de forma crítica. É lógico que tem trabalhos mais e menos interessantes, eles vão desde trocadilhos com o logo, até projetos altamente elaborados envolvendo o sistema de AdWords.

Destaques:

googleEm On occasion, Piotr Parda subverte o logo do Google. Normalmente o logo recebe fantasisas para datas comemorativas como natal, dia das bruxas, aniversário do einstein, etc… Nesse caso ele apresenta temas como aquecimento global, aids, neo nazismo, klu klux klan e outros tão desagradáveis quanto. Sinceramente esse não entraria na minha lista por simplesmente não usar nada da linguagem da web como forma de expressão… o que o salva é que página que ele gera realmente funciona como busca.

escoitarEscoitar.org me interessa por ser um trabalho aberto e participativo. Tem uma característica saudosista, de resgate cultural, que apesar de ser uma das grandes aplicações das tecnologias digitais não é um tema frequente no meio da arte eletrônica. O google maps é usado como plataforma para coletar e exibir paisagens sonoras, com o objetivo de apresentar o patrimonio auditivo da Galícia, Espanha.

adwords happeningDois trabalhos de Christophe Bruno: O Human Browser, performance que brinca com a interface do google substituindo-a por um ser humano (veja o vídeo). E uma das minha preferidas, The Google Adwords Happening em que através de poemas publicados no programa AdWords ele revela como a estratégia de publicidade do google está transformando palavras em commodities.

gweiE claro o GWEI, Google Will Eat Itself, que é dentre o que conheço, o trabalho que melhor usa o próprio sistema do google como linguagem para expor sua proposta. O que ele faz é: Usar o AdSense para ganhar algum dinheiro em pequenos sites, depois usar o que ganhou para comprar ações da Google em nome da GTTP Ltd. (Google To The People), que distribui as ações para o público em geral que, teoricamente, gerou o dinheiro. Isso é um processo contínuo que em conceito transformaria o google em uma empresa aberta, open source, sem donos. E através tem o mérito de (como o AdWords Happening) expor o modelo de publicidade e estratégia de lucro do google sobre cada palavra que publicamos.

Veja aexposição completa no Rhizome.org: Google Art, or How to Hack Google

2007
10.07

XOXO

Quando as propostas de um laptop de 100 dólares apareceram muita gente, inclusive eu, pensou: “opa, por cemzinho eu quero um também“… é mas logo ficou claro que o modelo estaria a venda somente para órgão governamentais e foi bem desanimador.

Mas agora surge uma campanha que muito sabiamente pretende usar do consumismo insaciável da classe média pra potencializar a distribuição do laptop. A partir de 12 de novembro será possível, só pra USAmericans, comprar o XO no esquema compre dois e leve um, o outro será doado pra uma criancinha nos confins do judas. Talvez Brasil.

Bem inteligente.
Via Não Zero

2007
10.02

10 anos depois de Ok Computer o Radiohead lança mais um álbum. Eles que são umas das maiores bandas independentes hoje (não têm gravadora), aparecem com uma proposta nova pra sua distribuição.

Nada de cd na loja nem itunes, o In Rainbows está sendo vendido pelo próprio site deles, vai ser lançado dia 10 mas já é possível fazer um pre-order. O legal é o preço – você decide quanto quer pagar. Isso mesmo, paga o quanto quiser. Eu comprei por 1 real.

Acho que a estratégia funciona. Principalmente porque nesse caso vc saca que não tem gravadoras nem distribuidoras no meio, a grana é pra eles mesmo, e fica aquela sensação de que o cara tá passando o chapéu – “quanto vale o show”? Eu, por exemplo, mesmo fanzoca é a primeira vez que compro um cd deles.

InRainbows1
InRainbows2
InRainbows3

Além do download eles estão vendendo tb um ‘discbox’ com 2 cd e dois discos de vinil. Por R$ 150. Esse é pra colecionador.

InRainbows4

Viva a música independente.

2007
10.01

Vejo o uso de CMS open source como uma tendência bem forte dentro de produtoras web, e que começa a ser discutido publicamente aqui e ali, mesmo que muita gente ainda se preocupe mais com o tamanho do orçamento do que com a qualidade da solução.

O WordPress é um desbravador, o bandeirante dos cms open source no mercado de design pra web. Você pensa, ah, é só um blog, não faz sentido investir tanto tempo de produção se já existe algo melhor, gratuito, totalmente customizável e que já está pronto. Aí vc arrisca e o resultado é ótimo. Mais qualidade em menos tempo, o que quer dizer mais produtividade, mais competitividade e mais lucro.

Então você pensa, quem faz um blog faz um site. E o próximo passo é usar o Drupal. E quando você vê já entrou pra mundo open source. Meus parabéns.

Mas o bacana mesmo é fazer parte do desenvolvimento coletivo dessas ferramentas. Imagina se ao invés de criar seus próprios CMSs cada produtora participasse do desenvolvimento de uma mesma ferramenta contribuindo com plugins, extensões, etc… todos sairíamos ganhando.

Outro ponto forte do uso desses CMSs é que os sites saem mais webstandards. Quando se tem que desenvolver um sistema na correria distrambelhada que o mercado em se viciou, nem sempre dá pra ter atenção com padrões, geralmente esse tipo de coisa “invisível” acaba ficando pra próxima. Com CMSs isso não acontece, e a cada novo site publicado dentro dos padrões a web semântica fica mais viável.

Referência: 2007 Open Source CMS Award Finalists