Os autores identificam três formas de gerar Inteligência Coletiva em rede:
A Inteligência Coletiva Inconsciente: aquela em que o usuário contribui com alguma informação para o coletivo mesmo sem saber, pelo simples ato de navegar;
A Inteligência Coletiva Consciente: aquela em que o usuário contribui de maneira voluntária;
A Inteligência Coletiva Plena: aquela em que se consegue, num mesmo ambiente, potencializar as duas formas anteriores.
Uma divisão do trabalho é sugerida. Nela cabe a profissionais de tecnologia construir robos para coletar rastros que formam a Inteligência coletiva Inconsciente, enquanto aos profissionais de informação e comunicação cabe a tarefa de implantar e monitorar a Consciente, onde se lida basicamente com pessoas.
Há ainda dois tipos principais de Redes de interação:
As Redes Articuladas, em que há uma participação regular, voluntária, efetiva e consciente. ex.: Wikipedia;
As Redes Desarticuladas, em que há uma participação irregular, involuntária, pouco efetiva e inconsiente. ex.: Blogosfera.
Esses formatos se combinam para estruturar os diversos tipos de comunidades que conhecemos. O design (projeto) de uma comunidade deve considerar qual a melhor estrutura de acordo com as pessoas envolvidas nela e os objetivos que se pretende alcançar.
“Web 2.0 é um conceito para agrupar, nomear e incentivar projetos que expandem o principal potencial do ambiente de rede – um novo meio voltado para a interação, e capaz de implementar novas formas de produzir conhecimento: a Inteligência Coletiva em rede.”
Nos últimos 15 anos, tentamos transpor para a web o modelo verticalizado dos meios de comunicação do passado – um emissor falando a uma platéia enorme e passiva. Hoje, descobrimos a possibilidade da comunicação horizontal, de muitos para muitos, uma forma de comunicação com um poder transfomador poderoso, e uma mudança irreversível.
Fases do ciberespaço:
Web 1.0
Formação (1960 a 1995)
Do âmbito acadêmico à Internet comercial
Povoamento (1995 a 2005)
Da Internet comercial à Web2.0 (Transposição do modelo tradiconal “um para muitos”)
Web 2.0
Início dos projetos de Inteligência Coletiva (2005)
Desde a chegada da Web2.0 (Projetos assumidamente voltados para o modelo “muitos para muitos”)
Redes projetadas para explorar esse modelo de interação geram possibilidades de colaboração sem precedentes, criando uma nova dimensão para a inovação. O Linux e a Wikipedia são exemplos conhecidos da força do processo de construção colaborativa de conhecimento que chamamos de Inteligência Coletiva.
O desenvolvimento das comunidades em redes está gerando uma revolução cultural, social e tecnológica ainda maior do que a gerada pelos computadores pessoais, e pela própria internet. Tudo isso parece ser o início de uma grande mudança igual a que o mundo assitiu quando da invenção da prensa de tipos móveis de Gutenberg. Uma mudança de paradigma de comunicação que alavancou mudanças socias como a Reforma Protestante e desencadeou uma proliferação de idéias que cominou na Revolução Burguesa e Industrial pela Europa e América.
The Lost Ring é um jogo no formato ARG, projetado por Jane McGonigal para os Jogos Olímpicos de 2008 em parceria com McDonalds.
Mesmo não tendo acompanhado nenhum de perto, acho o formato desses jogos muito bacana. Desta parece mais interessante por que logo de cara já está claro quem está por trás, quer dizer, não vão de repente revelar que é só publicidade. Vou tentar ficar de olho pelo menos.
Uma coisa me chamou atenção, são 7 personagens, cada um vive em lugar do planeta e fala uma língua diferente. inclusive português. Sinal de que o jogo nasceu pra ser global, e os desafios de se comunicar fazem parte dele.