Estruturas para a Inteligência Coletiva (Sobre “O Conhecimento em Rede”, de M. Cavalcanti e C. Nepomuceno - 2 de 3)

Os autores identificam três formas de gerar Inteligência Coletiva em rede:

  • A Inteligência Coletiva Inconsciente: aquela em que o usuário contribui com alguma informação para o coletivo mesmo sem saber, pelo simples ato de navegar;

  • A Inteligência Coletiva Consciente: aquela em que o usuário contribui de maneira voluntária;

  • A Inteligência Coletiva Plena: aquela em que se consegue, num mesmo ambiente, potencializar as duas formas anteriores.  

Uma divisão do trabalho é sugerida. Nela cabe a profissionais de tecnologia construir robos para coletar rastros que formam a Inteligência coletiva Inconsciente, enquanto aos profissionais de informação e comunicação cabe a tarefa de implantar e monitorar a Consciente, onde se lida basicamente com pessoas.

Há ainda dois tipos principais de Redes de interação:

  • As Redes Articuladas, em que há uma participação regular, voluntária, efetiva e consciente. ex.: Wikipedia;

  • As Redes Desarticuladas, em que há uma participação irregular, involuntária, pouco efetiva e inconsiente. ex.: Blogosfera.

 Esses formatos se combinam para estruturar os diversos tipos de comunidades que conhecemos. O design (projeto) de uma comunidade deve considerar qual a melhor estrutura de acordo com as pessoas envolvidas nela e os objetivos que se pretende alcançar. 

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