2008
06.22

Sistemas de avaliação de produtos e reputação de pessoas são essenciais em sites participativos e qualquer tipo de mídia social. Em meio a tanta opção, queremos saber rapidamente o que realmente vale a pena e em quem podemos confiar, ou então ficaríamos infinitamente perdido entre conteúdos irrelevantes.

O pessoal do Box and Arrows publicou um artigo bastante esclarecedor sobre como projetar um sistema de avaliação decente. Eles partem do ponto de vista de que as avaliações e reputações são um sistem de gestão de riscos, sobretudo risco de fazer a escolha errada. Uma analogia um pouco restrita ao modelo “mercadológico” de pensar, mas que com um pouco de imaginação nos ajuda a entender como fazer o design dessas ferramenteas seja qual for a aplicação. 

Eles indicam indicam três questões básicas para guiar o design: 

1 Quem está avaliando?
Não adianta em muita coisa ver que o filme recebeu 5 estrelas, se as pessoas que o avaliaram tem um gosto diferente do seu. Para a avaliação ser relevante, é preciso deixar claro quem achou o quê sobre o produto avaliado, como faz a amazon ao usar o nome real das pessoas, e melhor ainda é dar prioridade a avaliações de pessoas que tem um gosto parecido com o seu, como faz a Netflix.

2 O que está sendo avaliado?
É preciso deixar bem claro o que está sendo avaliado, para que as notas realmente reflitam a opinião das pessoas. No caso de uma loja por exemplo, ao se deparar com uma nota dada a um produto, é preciso saber se a nota avalia a qualidade do produto em si, seu preço, ou o prazo de entrega. De preferência, é interessante permitir que os usuário avaliem cada critério separadamente, e a média deles construa uma avaliação geral.

3 Que comportamento está sendo encorajado?
É preciso entender que em um sistema de reputação estamos obrigatóriamente estimulando alguns tipos de comportamento – aqueles que fazem sua reputação subir, e desestimulando outros – aqueles que a fazem cair. Depois de tomarmos consciência desse fato, podemos passar a usá-lo para conduzir a comunidade na construção de um ambiente melhor para todos. Algumas forma de fazer isso são: 

  • Liste os comportamentos que quer encorajar e desencorajar, e crie avaliações para cada um deles
  • Seja tranparente ao mostrar como a reputação de cada usuário está sendo construída
  • Mantenha o sistema de reputação flexível, para evitar manpulação
  • Reflita a realidade, ou o modelo mental do público que está atingindo

via Bokardo

2008
06.12

Nesta terça estive no 1º Encontro Digital, realizado pela Tribuna digital. Foi o primeiro de uma série de encontros para discutir a “Internet com foco em negócios”.

A maior parte dos palestrantes eram do campo de midia on-line, o que reduziu minha expectativa de encontrar conhecimento interessante. Mas me surpreendi quando eles mostraram conhecer tendências de comunicação que vão além da publicidade tradicional.

Fábio Saad, da DM9DDB, fez uma apresentação bem didática sobre as diversas formas de marketing on-line. Banners, links patrocinados, etc… Mostrou alguns cases, bons e ruins, relacionados ao uso de redes socias. Mas o que mais me interessou foi sua visão de tendências em marketing on-line. Longe da velha propaganda, ele indica o uso de serviços e entretenimento patrocinado como o caminho a seguir. Concordo, e torço pra que que mais pessoas de mídia pensem assim e passem a fazer coisas mais relevantes com a verba de marketing dos clientes.

Alexandre Canatella, do CyberCook e Vila Mulher, se apresentou como “uma empresa de gerenciamento de comunidades on-line”. Mostrou estar bem esclarecido sobre o assunto da mídias socias e tirar inspiração das idéias de Mafessoli, sobretudo do conceito de Tribalização: A necessidade de socialização sempre existiu, não é um advento da nossa era, a contribuição da web nesse sentido foi facilitar as coisas ao colocar todo o mundo em contato através de uma enorme rede. Ele reforça a idéia de que a web não é só mais uma mídia, que estamos diante de uma mudança no modo como construimos nossa realidade. É legal encontrar pessoas que compartilham comigo da idéia do que é realmente importante na web. 

Ele enumerou cinco aspectos importantes para o que ele chama de ‘curadoria de comunidade on-line’:

  1. Moderação e Gestão: O dono não passa de um curador, não produz o conteúdo. Líderes surgem naturalmente, e a rede tende a construir uma auto-regulamentação;
  2. Clima e Temperatura: Emoções, vaidade e disputa são um combustível para a participação, o curador deve ouvir a todos igualmente para criar a sensação de confiança;
  3. Marca e afetividade: A ligação da marca com o papel de curadoria cria uma sensação de acolhimento e afetividade do público em relação a ela. Isso pode ser explorado para fins de marketing.
  4. Conexões: A curadoria deve desenvolver a percepção do coletivo, inter-conexões das pessoas e conteúdos gerados por elas dão força e longevidade à rede;
  5. Colaboração: Cabe ao curador incentivar a troca de informações e construção coletiva de conhecimento, a maior riqueza das redes. 

Alcindo Gonçalves, do IPAT, veio para mostrar o resultado de uma pesquisa sobre o perfil dos que acessam a Internet aqui na região (Baixada Santista). Mas infelizmente só serviu como ‘curiosidade’, porque a pesquisa se restringiu a assinantes da Tribuna digital. Os resultados foram curiosos, mas se você pensar que são somente pessoas que tem cadastro neste site, escolheram receber newsletter, e quando receberam o convite se deram ao trabalho de ir fazer a pesquisa, fica claro que não representa o público real da região. A boa notícia é que isso foi só um ensaio pra uma pesquisa mais relevante que será divulgada em breve.

Luciano Belfiore, da Folha online, contou a trajetória comercial da Folha online, como a publicidade foi inserida no site, o caminho até achar a medida certa e o desafio de manter um dos principais sites de notícia do país.

Enfim, foi um encontro interessante. Muito bem vindo pela intenção de arejar as mentes do povo de comunicação e contribuir para a evolução daquilo que a região produz como comunicação e marketing on-line. Espero pela continuidade desse projeto e surgimento de outros na mesma linha, talvez com temas além do mercado.

2008
06.04

O Plurk é um novo seriço de microblogging que ganhou público rapidamente. Me parece que este boom foi em parte consequencia de falhas no sistema do twitter, mas também graças à estratégia de engajamento dos participantes que lembra muito o ambiente de um game.

A experiência de usar o Plurk é muito parecida com a de estar em um jogo. Cada participante tem sua pontuação, o Karma. Quanto mais ativo na rede mais karma, e quanto mais karma mais recursos são liberados. Como num RPG em que cada inimigo que você derrota novos poderes são conquistados.

Além do karma há também as estrelinhas, que indicam alguém que trouxe muitos amigos pro jogo. Um bom recrutador que trouxe 10 amigos pro jogo ganha a primeira estrelinha, e ela vai mudando de cor conforme novos amigos seguem seu convite. Assim temos dois padrões de status paralelos, o nível de experiência (karma) e a popularidade (estrelinhas). 

O que eles dão em troca são basicamente opções de customização da interface e dos posts. Colocar título na sua página pessoal, emoticons ‘exclusivos’ para seus posts, e coisas assim. Esses reursos tornam sua experiência mais divertida e, é claro, seu status mais invejável. 

Então ”me add no plurk”, pra me ajudar a ganhar uma estrelinha e alguns emoticons, hehehehe.